quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cimento condutor de eletricidade aquece edifícios



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Engenheiros da Universidade de Alicante, na Espanha, desenvolveram um cimento condutor de eletricidade.

O principal objetivo é transformar o cimento em um material mais funcional, executando papéis além de sua função estrutural tradicional.
"A tecnologia permite aquecer edifícios ou evitar a formação de gelo em infraestruturas como ruas, estradas, pistas de pouso e outros elementos," explica o professor Pedro Garcés.
O cimento condutor foi obtido adicionando nanotubos de carbono na composição do cimento tradicional.
"Para se obter um cimento que seja eficaz como elemento de aquecimento, ele deve ter uma baixa resistividade. Não se pode obter isso com os concretos convencionais, uma vez que eles são maus condutores de eletricidade. No entanto, isto pode ser feito com a adição de materiais condutores, tais como, por exemplo, materiais à base de carbono," acrescenta Pedro Garcés.
Os nanotubos de carbono estão entre os melhores condutores de eletricidade que se conhece.
Os testes mostraram que a adição das nanopartículas de carbono não altera as propriedades estruturais do concreto e não compromete a durabilidade das estruturas construídas com ele.
Por outro lado, a possibilidade de construir partes dessa estrutura com capacidade de conduzir eletricidade dá muito mais versatilidade ao produto.
Segundo o engenheiro, pode-se usar o concreto condutor em construções novas ou recobrir estruturas ou superfícies já existentes.
O controle térmico é obtido mediante a aplicação de corrente contínua sobre o concreto.
Segundo Garcés, os "testes deram resultados muito satisfatórios, obtendo ótimas propriedades de aquecimento do material com um consumo mínimo de energia".

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Protótipo de casa popular

Casa 1K
Em muitas cidades é possível encontrar casas que custam US$1.000 o metro quadrado.
Mas um grupo de arquitetos do MIT, nos Estados Unidos, decidiu tentar uma alternativa bem mais acessível: construir uma casa inteira por US$1.000.
Agora eles apresentaram o primeiro protótipo da sua chamada "Casa 1K", voltada para atender às necessidades de moradia das regiões mais pobres do mundo.
"É parte da responsabilidade  de um arquiteto criar esses espaços para as pessoas viverem. É com o coração que fazemos isso," disse Ying Chui, a idealizadora dessa primeira versão do projeto.



Casa modular
A casa possui paredes de tijolo oco com barras de aço para reforço e vigas de madeira, e foi projetada para resistir a um terremoto de magnitude 8,0.
Ela tem uma estrutura modular, com unidades idênticas em torno de uma sala retangular central.
"O módulo pode ser duplicado e rotacionado, e então torna-se uma casa," explica Chui. "A construção é muito fácil porque, se você sabe como construir um único módulo, então você sabe construir a casa inteira.
Uma casa para cada criança
O protótipo ainda não alcançou o objetivo - ele custou US$5.925, mas já é bastante barato em comparação com várias alternativas.
Seu custo foi mais alto em parte porque a casa saiu maior do que o proposto inicialmente para o projeto Casa 1K - cerca de 75 metros quadrados, em vez dos 46 metros quadrados propostos.
Segundo Chui, a versão menor da casa poderia ser construída por cerca de US$ 4.000. Esse valor poderia ser ainda menor se um grande número de casas fossem construídas ao mesmo tempo, segundo ela.
A ideia de tentar construir casas por US$1.000 é de Tony Ciochetti, que afirma ter-se inspirado no programa One Laptop Per Child, a fundação liderada pelo também professor do MIT, Nicholas Negroponte, que fornece computadores de baixo custo para crianças.